Sábado, 23.05.09

 

 

 

ESPACILLIMITÉ

Catálogo de exposição

Galeria Dois-Grupo Alvarez

Ano: 1979

 



publicado por Laura Afonso às 19:08 | link do post | comentar

Domingo, 01.07.07
Definitivamente isolado a minha existência torna-se menos adversa. Pinto e escrevo num regular e crescente sossego. Exponho em Lisboa, Porto, Paris e Nova Iorque e um pouco por todo o mundo e sem partidos políticos fui condecorado e homenageado.
Publico em 1983, «Le Sens de l’Art», a que se seguem vários outros títulos, monografias e textos estéticos onde destaco: «Da Vida à Obra de Nadir Afonso», «Universo e o Pensamento», «Van Gogh», «O Fascínio das cidades», «Da intuição artística ao raciocínio estético», «As Artes: Erradas Crenças e Falsas Críticas» e tenho quadros espalhados por vários museus mundiais. 
Não pretendo ser cientista; no entanto li, escrito por outros, o conteúdo da minha obra «Universo e o Pensamento» de especulação filosófica nas primeiras páginas dos jornais e o plagiador muito cumprimentado; assisti a intelectuais apresentarem ideias minhas sem as respectivas aspas ou referirem o meu nome de autor.
Se uma lição de moralidade pudesse ser entendida nas minhas (e noutras) memórias de artista, talvez fosse finalmente reconhecido por lei o fracasso das instituições culturais. Apoia-se e promove-se, não os verdadeiros criadores mas indivíduos insinuantes, fura-vidas que gravitam à volta das instituições. Tenho consciência que a minha obra é única, original e de dimensão universal, mas reparo que «bons artistas» não são aqueles que possuem uma obra válida mas aqueles que imitam o que de vanguarda se faz lá fora e privam com aqueles que os promovem.
Quatro temas que se conjugam e desenvolvem nos nossos três precedentes estudos e nos quais as teorias físicas da relatividade, as concepções filosóficas de idealistas e de materialistas e as teses biográficas sobre Van Gogh, são repostas em questão. Imodéstia minha? Sou português, transmontano e filho das Terras de Barroso. Aprendi de tradição a ser humilde, a louvar os mestres e a viver até aos oitenta e seis anos na simplicidade que a minha inferior condição sempre me concedeu. Um balanço da minha existência e dos trabalhos a que me devotei ressoa-me subitamente absurdo.
Assim termino o último livro ainda por publicar: «Estou certo que tarde ou cedo serão acareados à evidência do que aqui deixo escrito; e mais uma vez, espero que qualquer credenciado cientista eleve, em seu nome, estes escritos, ao nível dos postulados. Todo o cientista credenciado que tenha mais possibilidades do que o autor, em promover a divulgação da obra, será mais facilmente reconhecido».
 
© Nadir Afonso


publicado por Laura Afonso às 11:52 | link do post | comentar

Sábado, 16.06.07

«... Sobre a vida e sobre a obra de Van Gogh, muito dialoguei com aqueles meus companheiros que se identificaram na incessante procura da Arte – Vasarely, Herbin, André Bloc, Le Corbusier, – e a consonância então verificada, encorajou a presente publicação. Ora o que surge de mais surpreendente no empenho que nos toma e dominou na sua essência as nossas anteriores diligências, reside no facto de, recuando de geração em geração, termos encontrado as fontes das nossas afirmações na própria visão artística dos pintores conviventes de Van Gogh: o misticismo atávico que envolve a existência deste artista, perturbou o seu trabalho. Esta foi a persuasão que tão fortemente nos solidarizou. Para orientar e formular as nossas deduções sobre tão celebrada obra começaremos por manter presentes dois factores os quais trataremos segundo uma exposição muito sucinta:

1) O meio em que se desenrola a vida do artista. Tentaremos observar as diferentes culturas e países em que estudou, trabalhou e pintou Van Gogh; as suas desavenças com a família, detentora hereditária de inabaláveis crenças no Além, por um lado, e de apurado sentido das conveniências, no Aquém, por outro; procuraremos analisar a incidência das fortes convulsões sociais, dos conflitos de classe, sobre a sua vida, o desespero das relações frustadas sobre o seu comportamento; e a influência das aquisições artísticas, científicas e tecnológicas do seu tempo.

2) Uma síntese do nosso conceito da Arte, inserto nos nossos anteriores estudos estéticos. Para tal torna-se necessário evitar a confusão característica das ciências filosóficas; urge observar a distinção entre o que existe como produto de uma facticiedade estética e o que preexiste no seio da Natureza. A nosso ver, as condições em que se desenrola a vida de todo o criador incidem sobre a qualidade da sua obra, mas não determinam as leis preexistentes da Arte.»


 


 

Texto extraído do livro «Sobre a Vida e Sobre a Obra de Van Gogh» de Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 16:43 | link do post | comentar

Segunda-feira, 28.05.07

 

©Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 21:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 25.05.07

(c) Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 18:36 | link do post | comentar

Sábado, 05.05.07


 

© Nadir Afonso
 



publicado por Laura Afonso às 22:26 | link do post | comentar

Quinta-feira, 03.05.07


© Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 18:21 | link do post | comentar

Segunda-feira, 30.04.07


© Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 22:17 | link do post | comentar


©  Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 19:46 | link do post | comentar


Sirenes - obra de Nadir Afonso da série banhistas


© Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 19:41 | link do post | comentar

Sexta-feira, 13.04.07

A evolução da arte foi dirigida, até aos nossos dias, no sentido das harmonias estáticas das formas; isto não quer dizer que não poderá empreender uma orientação dinâmica - no verdadeiro sentido da pala­vra - integrando as leis rítmicas do tempo, ensaiando articular as harmonias espa­ciais nas harmonias temporais, isto é, tentando animar, mediante um processo técnico cinematográfico, as composições de arte plástica: não teríamos assim unicamente uma imagem, mas uma sucessão de imagens regidas por leis rítmico-geométricas. A verdadeira arte cinética é esta tentativa.

 

Toda a obra cinética cujo movimento das formas é metrisado por uma sensibilidade desenvolvida neste sentido, isto é, por uma sensibilidade geométrica conjugada a uma sensibilidade rítmica, parece-nos ar­tisticamente válida. Enquanto o movimento permanecer arbitrário (em certos ensaios cinéticos as formas deslocam-se ao acaso ou segundo o gosto dos espectadores), nós estaremos em face de manifestações originais sem relação com a realidade especí­fica da arte.

 

Por volta de 1950, uma primeira tentativa de promover uma Arte Cinética foi diligenciada por um grupo de artistas ligados à Galeria Denise René. Os problemas téc­nicos suscitados e a oposição dos conceitos pessoais então manifestados levou o movimento colectivo a um ponto morto; cada qual entendeu vencer ou melhor, contornar as dificuldades à sua maneira.

 

As composições "Espacillimité" nasceram desse isolamento sequente. Trata-se sobre­tudo aqui, de respeitar as leis dos espaços e dos ritmos matemáticos. O quadro ci­nético "Espacillimité" foi nesse caminho o nosso primeiro trabalho.

 

Não escondemos o "impasse" em que os obstáculos colocam a execução prática duma o­bra verdadeiramente cinética a nosso ver a noção rítmica do movimento não pode ser atingida senão pela "sugestão" do movimento, e a "sugestão” técnica do movimento não pode ser dada senão pela cinematografia - nada menos de dezasseis imagens con­troladas por segundo. Deste modo, a hist6ria da arte cinética tem sido acima, de tudo, a história duma procura material e prática capaz de solucionar um problema que é antes e sobretudo de carácter técnico.


        © Nadir Afonso



publicado por Laura Afonso às 22:07 | link do post | comentar

mais sobre mim
Setembro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30


posts recentes

Exposição de Nadir Afonso...

extraído de «Autobiografi...

Sobre a Vida e Sobre a Ob...

L'Ange de Gabrielle de Na...

Sevilha de Nadir Afonso

Sevilha de Nadir Afonso

Barcelona de Nadir Afonso

Nadir Afonso - Procissão ...

Jardins de Pensilvania de...

Sirenes de Nadir Afonso

Nadir Afonso - Espacil...

arquivos

Setembro 2015

Maio 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Setembro 2014

Maio 2014

Março 2014

Setembro 2013

Julho 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Setembro 2012

Maio 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Setembro 2011

Maio 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Junho 2010

Abril 2010

Março 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Fevereiro 2009

Outubro 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

tags

absoluto

absoluto 2010

abstraccionismo

abstract

adelaide ginga

aesthetic synthesis

afonso

agostinho santos

alexandre tojal

amarante

ano

anos 50

anos 70

antolóxica

antónio quadros ferreira

ap'arte

arquitectarte

art

arte

árvore

assembleia

assembleia da república

babilónia

barcelona

barcelos

bertrand

bial

biblioteca

biografia

book

boticas

buchholz

caleidoscópio

carlo cambro editore

carlos eirão

cartaz das artes

cascais

catálogo

centro cultural

chaves

cidade

cidades

cidades de um flâneur

coimbra

cultura

degredados

diário de notícias

dinalivro

diogo gaspar

edições afrontamento

editions du griffon

einstein

emoção da geometria

ensaio

ermasinde

erradas crenças

esart

escola belas-artes

escola nadir afonso

escola superior de artes aplicadas

espacillimité

espacillimite

espanha

esposição

estarreja

estética

estoril

exactidão

exposição

exposicão

falsas críticas

famalicão

fascínio

fátima lambert

fundação nadir afonso

futuro

galeria

le sens de l'art

livro

livros horizonte

museu

museu do chiado

museu francisco tavares proença júnior

nadir

nadir afonso

new york

paris

pensamento

período egípcio

pintura

porto

quadrado azul

renascimento

s. mamede

sevilha

universidade lusíada

universo

van gogh

veneza

y grego

todas as tags

links
participar

participe neste blog

blogs SAPO
subscrever feeds