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RAIO DE EXTINTA LUZ

NADIR AFONSO: PINTURA E ESTUDOS ESPARSOS

RAIO DE EXTINTA LUZ

NADIR AFONSO: PINTURA E ESTUDOS ESPARSOS

Dom | 27.05.07

«Universo e o Pensamento» de Nadir Afonso

Laura Afonso
Concluímos mais uma vez: a velocidade da luz não é constante. A luz provinda de cada estrela distante reduz-se progressivamente, não apenas pela diminuição quantitativa dos seus raios mas também pela diminuição qualitativa da sua energia imanente: Assim: para compreendermos a escuridão da noite, não precisamos de fazer apelo à expansão universal; basta contrariar a teoria da Relatividade. Mas, se (pensando que semelhante medida não basta) fizermos questão de recorrer a ela — expansão universal — devemos, do mesmo modo, acto continuo, abandonar as teorias da Relatividade. Foi isso que fez o chinês; Fang Li Zhi, professor de Astrofísica no Observatório Astronómico de Pequim, também ele se preocupou com o paradoxo da noite escura e chegou a esta conclusão: “A escuridão da noite é consequência da expansão do Universo”[1]. Simplesmente não esteve com contumélias nem hesitou em confessar, de forma bem clara que para atingir tal objectivo pôs de parte a teoria da Relatividade: “Usaremos a mecânica newtoniana para provarmos este resultado. O corpúsculo newtoniano é uma partícula que obedece à lei clássica da soma de velocidade. A lei da soma (neste caso, subtracção) de velocidades na mecânica clássica diz que a velocidade da luz, C, emitida por um corpo que se afasta com a velocidade V, será C-V relativamente ao observador, O[2]. Como vemos, Fang Li Zhi, contrariamente aos seus confrades ocidentais, não podia ter sido mais franco; se bem que, atenciosamente, algumas páginas mais adiante, condescenda em afirmar: “quando tratamos de problemas que envolve a velocidade da luz, devemos considerar a teoria da relatividade”[3]. Afinal em que ficamos?
Entretanto, como a luz do Sol, da lua ou das estrelas, submetida a certos processos de dispersão, produz um espectro, interrompido por centenas de linhas escuras, Willians Huggins conseguiu demonstrar que a deslocação para o extremo vermelho ou azul do leque espectral, dessas riscas escuras, correspondia a um movimento do astro afastando-se ou aproximando-se da Terra. Foi esta, segundo os defensores da teoria, considerada a maneira mais segura de testar a expansão do Universo.
© Nadir Afonso
Texto estraído do livro «Universo e o Pensamento» de Nadir Afonso
 
 
 


[1] - Fang Li Lhi, A Criação do Universo, pag. 47.
[2] - Idem. pag. 47.
[3] - Idem. pag, 48.

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